O artesanato, parte da vida do brasileiro

abril 1, 2010 at 2:20 pm (Uncategorized)

A prática do trabalho manual que identifica a nossa cultura popular e expressa a criatividade e diversidade de cada povo

No município de São Carlos – SC o artesanato vem ganhando forma desde 2007, quando foi fundada a Associação de Artesãos e Artistas Plásticos de São Carlos (Asesc). A associação foi criada em 10 de outubro de 2007 com o apoio da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (Amosc) e da prefeitura municipal, que mantém a associação. Conforme a presidente da Asesc, Roseli Chiesa, a associação tem reuniões mensais e conta com 23 sócias.

Entre os produtos que as artesãs desenvolvem estão os crochês, bordados, licores, panos de prato, vasos de barro, quadros, tricôs e produtos alimentícios.   Os produtos da Asesc são vendidos no Mercado Público Regional de Chapecó e em um quiosque situado na praça da cidade de São Carlos. Segundo Roseli há previsão de mais dois pontos de venda no município, um no Balneário de Pratas e o outro na entrada da cidade próximo ao novo posto da policia militar.

A presidente explica que todo produto exposto para venda contém um selo que identifica que o produto é da Asesc. No verso do selo está o nome e o telefone da artesã responsável pelo produto. Para ela é a forma da artesã divulgar o seu trabalho e o cliente entrar em contato direto com a artesã.

A associada que vende seus produtos através da Asesc dá 5% do valor da venda para a associação e o restante é dela. Todo mês a associada contribui no valor de  R$ 2,00 para cobrir gastos, como de deslocamento para exposição de produtos.  “A Asesc prioriza a qualidade e o preço baixo dos seus produtos, essa é a forma de atrair o cliente”, enfatiza Roseli.

“A maior dificuldade do artesanato é a falta de cursos de especialização voltado para as artesãs, para que elas busquem um maior aprendizado”. Presidente da Asesc, Roseli Chiesa

A maioria das associadas tem o artesanato como uma atividade secundária. Trabalham no comércio, na lavoura e nas horas vagas se dedicam ao que a agricultora Amália Weber de 58 anos classifica ser a atividade que mais gosta de fazer. “Aprendi a pratica do crochê com a minha mãe e também na escola onde antigamente as meninas tinham aula de bordados e crochê”, diz Amália. Para ela o tempo que tem livre depois do almoço ou de noite é a hora em que ela faz o crochê, os bordados e seus licores de frutas naturais.

Para a artesã Rosecler Hoss que se declara autodidata, o artesanato é uma herança genética. “Na minha família o artesanato é tradicional meu avó materno confeccionava cestinhas e cestos de palha. Lembro quando eu era criança  e morava no interior minha mãe tinha algumas lajes e pedras que ela mesma havia pintado”.

Rosecler tem há 4 anos uma loja de artesanato da cidade. Suas maiores vendas são para outras cidades, como Chapecó. Onde ela afirma fazer boas vendas. A artesã também dá aulas de pintura, atualmente está com 55 alunas e os cursos ocorrem uma vez por semana.

“Sobrevivo do artesanato, não dá para ficar rica, mas consigo me manter”, afirma ela. Rosecler lembra que a vida de artesã não é fácil, “é preciso provar para as pessoas que você tem talento, o que as vezes leva tempo”. Para a artesã a Asesc é uma forma de novas artesãs ganharem seu espaço e provar o seu talento.

A presença do artesanato na história da humanidade

O surgimento do artesanato se deu junto com o do homem.  A necessidade de produzir utilidades de uso rotineiro despertou a capacidade criativa e produtiva do ser humano. Nasceu assim uma forma de trabalho e renda.

No ano de 6.000 antes de Cristo durante o período neolítico quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais, surgiram os primeiros artesãos.  No Brasil os primeiros artesãos foram os índios. Eles utilizavam à arte da pintura, a cerâmica, a arte plumária e outras peças de vestuário, feitas com penas e plumas de aves.

A partir do século XIX, com a chegada da imigração européia, os alemães, russos, poloneses e italianos, novas técnicas artesanais surgiram no país. Os produtos artesanais que já eram produzidos pelos índios foram se transformando e criando um artesanato típico de cada região brasileira.
Em todo o país, é possível encontrar uma produção artesanal diversificada, feita com matérias primas regionais e com técnicas específicas que mudam conforme a  cultura e o modo de vida do povo de cada localidade. Assim, o artesanato cria uma identidade nacional.

O artesanato pode ser manifestado de várias formas como, nas cerâmicas utilitárias, funilaria popular, trabalhos em couro e chifre, trançados e tecidos de fibras vegetais e animais, monjolo de pé de água, engenhocas, instrumentos de música, tintura popular. Encontram-se nas pinturas e desenhos, esculturas, trabalhos em madeiras, cera, bijuteria, renda, crochê, papel recortado para enfeite, entre outros. O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e garante o sustento de muitas famílias e comunidades. Faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a prática do artesanato gera aproximadamente 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e movimenta R$ 30 bilhões anualmente.

Existem no Brasil cerca de 8,5 milhões de pessoas trabalhando na produção do artesanato. As mulheres representam 87% desse total. A maioria delas aprendeu o ofício com as mães, já que os ensinamentos são passados tradicionalmente de geração para geração.

A Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (Cnarts) criada em abril de 2009, tem o objetivo de representar a categoria em nível nacional. O Cnarts luta para a aprovação do projeto de lei nº 3926/2004, conhecido como o Estatuto do Artesão, de autoria do deputado federal Eduardo Valverde PT/RO. E do projeto nº 3523/2008, do deputado Rodrigo Rollemberg PSB/DF, que propõe a inclusão do artesão na categoria de segurado especial da Previdência Social.

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Gosto pela leitura se aprende

abril 1, 2010 at 1:42 pm (Uncategorized)

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever, inclusive a sua própria história’’(Bill Gates)

O maior patrimônio de uma pessoa está relacionado à sua formação, seu conhecimento, sua capacidade de adaptação a um mundo em constante modificação. Ninguém pode lhe tirar aquilo que você detém em termos de conhecimento. A única ferramenta para conseguir o conhecimento é o bom hábito de leitura.

A leitura abre a janela do nosso mundo para mundos diferentes e distantes. Ler provoca a interação entre o que está escrito e o cérebro que recebe, processa, analisa cada informação e retém o que é de seu interesse. A magia de estar num lugar sem nunca antes ter estado fisicamente lá é proporcionada através da leitura.

Em pleno século XXI acesso a informação é o que não falta. Se a informação é de qualidade é o que ninguém sabe avaliar. Afinal, o ser humano adquiriu uma preguiça de pensar, de avaliar e discutir. Motivado pela falta de leitura.

A praticidade da internet torna a vida muito ágil, fácil e deprimente. As crianças nascem sabendo ligar um computador.  Por outro lado, não ouviram falar em Dom Quixote, nem sabem quem é Peter Pan.                                     Não fazem mais amigos, adicionam contatos no MSN. Não aproveitam o domingo para visitar a avó no interior, é preciso dedicação para cuidar da sua “Colheita Feliz”.

Conhecimentos básicos da literatura infantil já nem são lembrados pelas crianças dessa geração Y, a geração da internet. Que não tem super-heróis e sim super celulares, iphofes. Sabem tudo de games, e desconhecem a beleza de ler um clássico como, “O Gato de Botas”, “O Pequeno Príncipe”.

O desinteresse pela leitura vem de casa. Os filhos costumam se espelhar  nos pais. O filho que vê seu pai lendo, irá fazer a mesma coisa.  E aquele cuja o pai não lê… Infelizmente irá percorrer um caminho difícil para ser um leitor, pois faltam bons exemplos.

O problema de não ser um ler não está só em não conhecer o fabuloso mundo das palavras.  Vai além, os reflexos são notados principalmente na vida profissional. O individuo não aprende a pensar, não possui atitude critica, não tem percepção do mundo, não tem o domínio da língua.  E o final acaba se tornando trágico, é excluído do mercado de trabalho.

Índices Brasileiros

O Brasil tem o menor consumo de livros no mundo. Em média são consumidos 2,5 livros/ano por habitante.  Um número preocupante, pois 1/4 dos alfabetizados no Brasil não entendem o que lêem, são alfabetizados funcionais.

Em pleno 2010 o país tem 14 milhões de analfabetos. Um número nada bom para um país que almeja ser em 2016 a quinta maior economia mundial.     A proposta para o novo Plano Nacional de Educação feita pelo Conselho Nacional de Educação (PNE) prevê a erradicação do analfabetismo até 2020.

O analfabetismo funcional também terá de ser extinto pelo novo plano, que norteará a educação no país por dez anos.

Neste ano o governo destinou R$ 752 milhões para aquisição de livros didáticos a alunos dos anos iniciais e para reposição de livros a estudantes dos anos finais do ensino fundamental. Os livros vão focar a alfabetização. A novidade consta da Resolução nº 3, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que executa o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Mas não basta só o governo investir dinheiro, é preciso os pais investir pesado em atenção e dedicação  para com seus filhos

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O repórter do século

abril 1, 2010 at 1:33 pm (Uncategorized)

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Acadêmicos de Jornalismo da Unochapecó realizam viagem de intercâmbio para Buenos Aires

dezembro 11, 2009 at 11:19 am (Uncategorized)

Ana Paula Bourscheid

No dia 27 de novembro os acadêmicos do curso de Jornalismo da Unochapecó participaram de uma viagem de estudo a Buenos Aires. O objetivo foi conhecer os meios de comunicação da capital Argentina e o papel do jornalista no país.

A viagem foi orçada em R$ 13 mil, o centro acadêmico do curso de jornalismo (CA) contribui com R$ 2 mil, segundo o coordenador do curso de jornalismo da Unochapecó e organizador da viagem Jorge Arlan de Oliveira Perreira. A divisão dos gastos permitiu que o participante da viagem não gastasse em transporte e hospedagem.

O intercâmbio teve duração de cinco dias. Os acadêmicos visitaram a TV pública, Radio de lãs Madres, Radio Nacional, Jornal Clarim, Jornal Miradas del Sur, Associação dos Trabalhadores da Prensa de Buenos Aires (ATPA), Museu histórico Nacional, Museu de Belas Artes, Universidade Nacional de Quilmes e o Cemitério do Ricoleta.

A televisão pública tem mais de 58 anos de existência. O atual prédio foi inaugurado, para servir como apoio às transmissões dos jogos da Copa do Mundo de 1978. O canal sete, como é conhecido possui seis estúdios de gravações e palcos para apresentação ao vivo.

A Rádio Nacional Argentina está instalada no prédio que é uma cópia do edifício da Rádio BBC de Londres.  A construção foi feita com paredes duplas e ocas no centro, protegendo ruídos externos e internos. O prédio foi construído para abrigar a rádio, redação de um jornal, uma revista e uma gráfica. A programação da Radiodifusão Argentina para o Exterior (RAE), já possui 51 anos. São transmitidas notícias em seis idiomas, alemão, japonês, inglês, português, francês, italiano e também a língua nacional.

O maior problema da comunicação de Buenos Aires é a não exigência do diploma para jornalista.  Para a presidente da ATPA, formada em pedagogia Beatriz, “todo cidadão é comunicativo e por isso pode se expressar e exercer a função de jornalista”.

Segundo o acadêmico do segundo período do curso de jornalismo Gilberto Bortese, o grande contraste entre Brasil e Argentina é o diploma, “enquanto nós lutamos para a exigência, eles não estão preocupados e falam em liberdade de expressão. Na minha opinião, a qualidade de informação na argentina é minimizada”.

Buenos Aires foi fundada em 1536, é a maior cidade da Argentina com 3 milhões de habitantes.

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Bairro Efapi tem moradores sem água encanada e luz elétrica

novembro 22, 2009 at 11:41 pm (Uncategorized)

Ana Paula Bourscheid e Sabrina Basso

Quinze famílias moram em área irregular no Bairro Efapi, próximo ao Loteamento Auri Bodanese.No local não existe saneamento básico,água encanada, esgoto e energia elétrica.

O termo de ajuste de conduta (TAC) de 5 de maio de 2004, feito entre a Prefeitura Municipal de Chapecó, Ministério Público de Santa Catarina, Casan e Celesc, prevê que moradores de áreas irregulares não possuem direito a instalações de água e luz.

As famílias que habitam o local vem de outras cidades em busca de emprego. Através da indicação de amigos e parentes, se alojaram ali para construir suas casas e abrigar suas famílias. A maioria das pessoas trabalha em empresas frigoríficas ou como diaristas, sem emprego fixo.

Os moradores construíram suas fossas de esgoto e poços de água. “Fiz meu próprio poço, mas construíram duas fossas ao redor”, relata o morador Manuel Lazaro. Algumas famílias possuem energia elétrica, resultantes de “gatos” feitos com moradores de áreas regulares próximas. Segundo Lazaro “dividimos igualmente a conta de luz, já que todos gastam”.

Conforme os moradores a água é boa, pois vem de fontes que brotam da terra. Para eles o maior problema é o esgoto a céu aberto, provocando mau cheiro e futuras contaminações para a saúde dos habitantes .

“Aqui, tomamos banho de bacia”, afirma a moradora

Maria Carolina Lopes Machado de 57anos.




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A luta pelo espaço da mulher na sociedade local

outubro 31, 2009 at 10:50 am (Uncategorized)

Ana Paula Bourscheid

Surgia em 1987 no município de São Carlos-SC o Movimento de Mulheres Agricultoras (MMA). Objetivando a garantia de direitos iguais, para homens e mulheres. Criado principalmente para provar a importância da mulher na sociedade.

Segundo Verônica Bourscheid uma das fundadoras do MMA no município, tudo começou nos clubes de mães. O clube era formado por mulheres que se reuniam para ajudar as escolas do interior. Conforme ela, “colaboramos com a escola limpando e fazendo tapetes, mas no nosso pensamento poderíamos fazer mais coisas pela comunidade. O que faltava era espaço.”

Em uma palestra com a irmã Leide Teibald surgiu a proposta de organizar o MMA, relata Verônica. “Gostei do que a irmã falou que a mulher deveria sair de casa e participar da política.” O único apoio que o movimento tinha era do pároco da paróquia. As primeiras reuniões do movimento aconteciam em uma sala de catequese cedida pelo padre.

Em um período de forte machismo o espaço da mulher não era reconhecido nem pelas próprias mulheres. Segundo Verônica, “quando começamos nossas lutas nem as próprias mulheres acreditavam em seu potencial. Começamos em 40, num município que a população de mulheres era superior a dos homens.”

A primeira luta do MMA foi contra o sindicato de agricultores que era conservador e só permitia sócios homens. Conforme ela, “o sindicato que deveria representar os agricultores só representava homens, e a gente que trabalhava de sol a sol não era reconhecida como agricultora.” O movimento conseguiu garantir seu espaço no sindicato através da sua participação nas assembléias.

Ressalta ela, ”quando fomos nós associar ao nosso novo sindicato o presidente da época estava furioso, falou que nós éramos um bando de baderneiras e nosso lugar era ao redor das panelas. Conseguimos derrubar a antiga diretoria e formamos uma nova com a nossa participação na chapa.”  

Em 1988 o MMA São Carlense junto com a comissão do movimento da regional de Chapecó foi a Florianópolis reivindicar seus direitos na nova constituição. A luta era em prol da aposentadoria dos agricultores, que na época era de homens aos 65 anos e as mulheres com 70. Conforme Verônica, “ isso deveria mudar, quando os idosos chegam a essa idade a maioria já está doente. Outros já faleceram.” Acampamos na frente do palácio do governo durante três dias. Passamos fome, sede e frio. E felizmente mais tarde foi aprovada a lei que regulamente aposentadoria para o homem aos 60 anos e a mulher com 55, declara ela.

Para Verônica, “ o lado ruim de participar do movimento era deixar a família em casa, afinal tinha três filhas pequenas. Quando eu saia de viagem deixava tudo pronto, adiantava os almoços, fazia mais pão. Elas estavam em casa com o pai, mesmo assim, meu coração ficava partido.” “Continuei no MMA até durante minha gravidez. Aos 45 anos decidi sair do movimento, estava cansada me faltava apoio, afinal tinha uma família que dependia de mim e uma filha de 4 anos que precisava de atenção,” disse ela.

“O que me deixa mais feliz é ver que colhemos bons frutos. Quando vejo uma mãe agricultora recebendo o auxilio maternidade ou alguém se aposentando por tempo de trabalho me orgulho de tudo que passamos,” ressalta ela. Questionada a respeito de uma suposta volta ao movimento ela diz, “talvez algum dia eu volte ao movimento, pelo meu pai já falecido que foi a pessoa que mais me deu apoio. Ele ficou triste quando eu parei, mas se Deus quiser um dia eu ainda volto.”

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Repórter..

outubro 5, 2009 at 1:24 pm (Uncategorized)

Repórter é um  jornalista que pesquisa a informação apresentada em diversos tipos de meios de comunicação

Caco Barcelos, é natural de Porto Alegre – RS. É um dos repórteres mais famosos da televisao brasileira, com mais de vinte anos de atuação. Atualmente é apresentador do Profissão Repórter. Onde ele conduz cada programa direto das ruas, onde a notícia acontece, a idéia é mostrar diferentes ângulos da notícia.

Marcos Uchoa fez carreira inicialmente como repórter e mais tarde passou a trabalhar como enviado especial.

Sônia Bridi é natural de Caçador-SC. Atua como correspondente da TV GLOBO.

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Profissão, jornalismo

outubro 1, 2009 at 6:28 pm (Uncategorized)

Ana Paula Padrão

Jornalismo é profissão vocacional. Não importa se é noite, férias, final de semana. Não importa, também, o assunto. É lógico que todos nós nos identificamos com temas, mas quando você é jornalista, a vontade de saber, conhecer e a de testemunhar os fatos são maiores, movem você. Ser jornalista é querer estar onde a história – do bairro, da cidade ou da humanidade – estiver acontecendo. Ou seja, ser jornalista é ser repórter.

As redações, sejam as de tv, rádio, impresso, internet, assessorias de imprensa, têm basicamente a mesma estrutura. E, em qualquer uma delas, a reportagem é, pelo menos para mim, soberana. Além disso, um repórter completo pode assumir qualquer cargo, em qualquer redação, e colaborar, decididamente, para a melhor reprodução de um fato. Senão, o que é um bom produtor? Um bom editor? Um bom chefe?? Essencialmente, ele é um bom repórter.

Chegamos aqui a mais grave distorção que vejo nas redações, hoje, principalmente as redações de televisão, onde me formei. A pressão por produtividade e a necessidade de economia de recursos são, quase sempre, incompatíveis com o tempo necessário à formação de um repórter. Ele acaba sendo levado às histórias para as quais não está preparado sob o guarda-chuva de um editor ou produtor que, no caso, é o verdadeiro repórter do fato. É o apurador. E o repórter, aquele que mostra a cara no vídeo, não aprende a apurar, não desenvolve maturidade no trato com a notícia, não fica pronto para as grandes histórias. Dele só se espera que tenha boa apresentação, boa dicção e alguma disposição. E cada vez há menos grandes e boas histórias no ar. É preciso saber contá-las. E poucos sabem, hoje em dia.

Não quero parecer uma velhota ranzinza, daquelas que começam cada frase com um ?ah, no meu tempo…?. Mas honestamente, vejo cada vez menos, entre os mais jovens, a vontade de ser repórter. E aí chegamos à outra ponta dessa escola deformada. Aquela que enche as faculdades de comunicação de pessoas que não querem ser jornalistas? Querem, isso sim, ser famosos! A cultura das celebridades chegou, infelizmente, ao universo dos profissionais que fazem jornalismo para a televisão. E distorceu sua missão. Para muitos meninos e meninas que tenho visto cursando a faculdade de comunicação, pouco importa se o emprego futuro será como repórter ou como?Moça do tempo? Importa aparecer na tv. E ser reconhecido nas ruas.

Essa tragédia global da celebridade instantânea começa a corroer a noção daquilo que leva, ou deveria levar qualquer um à fama: aquilo que se produz. Já não é preciso dedicar-se a uma tarefa, ser bom naquilo que se faz destacar-se dos demais pela qualidade do seu trabalho. Para ficar famoso, hoje, basta aparecer. Basta expor sua intimidade num reality show durante algumas semanas, e surfar na onda da badalação imediata. Pobres moços, como diria o poeta.

Tenho tentado, nos últimos anos, preservar o máximo daquilo que considero importante. E viver de acordo com o que considero essencial. Minha escolha pelo jornalismo foi movida pelo romântico desejo de presenciar a história, e registrá-la. Tenho orgulho do que acumulei em produção nesse caminho. Se fui colhida pelo culto aos que aparecem na tv em minha trajetória profissional e virei, eu também, celebridade, esta não foi uma escolha.

ReporterSe você quer ser jornalista, faça suas escolhas. E preserve o que de mais nobre há na profissão. Seja um curioso. Informe-se sobre os fatos. Conquiste suas fontes de informação. Certifique-se de que são confiáveis (fontes serão, em sua carreira, quase tão importantes quanto o próprio fato!). Não reproduza o boato. Não faça prosperar o preconceito. Não cultive a preguiça. Nunca se afaste da verdade. Seja um crédulo. Seja um repórter.

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Atribuir uma nota para mim mesma?

setembro 30, 2009 at 12:26 pm (Uncategorized)

Auto – avaliação é uma atividade difícil de ser feita. Até porque é mais fácil avaliar quem esta do nosso ao se avaliar. Mas, já que a disciplina de jornalismo digital exige vamos lá.

Creio que entre uma nota de 0 a 10 tenha ficado entre um parâmetro de 8,5. No meu ponto de vista fui participativa nas aulas, ajudei quando os meus colegas  tinham alguma dificuldade. E claro também necessitei da ajuda

deles.

Ao meu ver é isso..

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Como o Google ganha dinheiro?

setembro 19, 2009 at 2:31 pm (Uncategorized)

dinheiro-voandoGooGle é  um buscador de palavras-chave. Segundo o GooGle Discovery, no primeiro semestre de 2008, o buscador, faturou US$1,35 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2008. Uma das principais fontes de renda do GooGle, é seu espaço de anúncio, ou seja, o GooGle Adwords.

Utilizar o termo de pesquisa, “Comprar Carro”. Para esta determinada pesquisa, com um click, para cada site mostrado, o GooGle ganhará em média R$0,68, valor medido pelo GooGle Adwords. Este valor de click é baixo, há pesquisas que pagam R$13,00 reais.

Segundo o site, SEMBrasil, só nos Estados Unidos, em uma pesquisa feita, o GooGle lidera com 55% , nos pedidos de informação aos motores de busca. “De acordo com a consultora, o Google processou 3,8 mil milhões de pesquisas, mais 42 por cento que o principal rival, o Yahoo! Search, que no mesmo período processou 1,5 mil milhões de pesquisas.“.

O GooGle possui milhões de pesquisas, mais a quantidade de sites muito bem visitados que colocam anúncios, vendo esses dados é possível ter uma visão de como um buscador de conteúdo na internet consegue ganhar bilhões.

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